Por que as terapias respiratórias funcionam em casos de pânico e ansiedade e o que isso tem a ver com a consciência: uma análise neurofilosofica sobre a interdependência entre respiração, emoções e consciência
RESUMO
A neurofilosofia, proposta pela filósofa e neurocientista Patricia Churchland, sugere que os problemas que assolam a filosofia da mente há séculos, como acerca da consciência, também sejam estudados à luz da neurociência contemporânea, uma vez que a ciência moderna nos fornece dados pormenorizados sobre o funcionamento e mapeamento cerebral com os quais não contávamos antigamente e que hoje servem de subsídio para teorias que norteiam o avanço do entendimento acerca da mente e da consciência. A neurofilosofia propõe que a filosofia cada vez mais se faça valer dessas informações para avançar e criar novas abordagens e novas teorias para o problema mente-corpo. Quais são as condições para o surgimento da consciência? No que tange ao corpo, o que é preciso? Quais parâmetros podemos acompanhar para observar o ir e vir da consciência? As emoções são híbridos entre mente e corpo, e respiração, por sua vez, está intimamente ligada aos estados emocionais e cada vez mais pesquisas científicas corroboram sua relação com a consciência. Este trabalho investiga a consciência e sua relação com os processos neurobiológicos, e fundamentado em estudos científicos busca demonstrar porque as terapias respiratórias são exitosas ao tratar casos de pânico e ansiedade.
Palabras clave: consciência; respiração; ansiedade; pânico; terapia.
EQUIPO DE TRABAJO
- PhD. Nythamar de Oliveira